Comunicação Social
Seda
Segunda, 09 Fevereiro 2009 11:41
Seda obtém-se a partir de casulos do bicho-da-seda (Bombyx mori ), originário do norte da China. Os filamentos são longos e finos, com cerca de 300-900 metros de comprimento. A seda em bruto é torcida para se tecer ou enlaçar, podendo ser elaborados 4 tipos distintos de seda: organzine, crepe, tram ou fios torcidos isolados.
Produção de seda - sericultura
- A fêmea deposita 300 a 400 ovos de cada vez (cada um com a dimensão de uma cabeça de alfinete) e morre após os depositar
- O bicho-da-seda alimenta-se de folhas de amoreira ao longo da sua vida larvar (ingere 50 000 vezes o seu peso inicial em plantas)
- A lagarta segrega um casulo (a fonte da seda) onde se dará a metamorfose para o estado adulto
- Os casulos são amolecidos em água quente para remover a parte que liberta o filamento de seda
- Os filamentos são retirados de casulos em água a ferver e combinados para formar a filaça
- As crisálidas mortas são habitualmente usadas para adubar o solo das plantações de amoreiras
Terracota
Segunda, 09 Fevereiro 2009 10:48
Terracota é um material constituído por argila cozida no forno, sem ser vidrada. A sua cor natural é o laranja acastanhado. Terracota é utilizada em cerâmica e construção, normalmente usada na confecção de tijolos, telhas, vasos, entre outros.Tagua
Segunda, 09 Fevereiro 2009 10:45
Tagua é um semente da árvore Microcarphas phitelephas, que cresce nas regiões húmidas e tropicais da América do Sul e Pacífico (Panamá, Colômbia e Equador). Estas árvores (morfologicamente idênticas às palmeiras) podem atingir 20-25 metros, e as sementes pesam entre 5 a 20kg.
Interior da semente é branca e tenra, usada pelos nativos como a noz de coco; depois de seco torna-se duro e resistente. Moendo as sementes, obtêm-se farinha que é usada pelas populações locais para a alimentação do gado (aves, porcos…). Polindo o interior da semente, esta torna-se similar ao marfim, por isso denominada de marfim vegetal ou noz de marfim
Tagua é considerado um recurso potencialmente sustentável, além de evitar o sacrifício de animais para obtenção do marfim comum. Até à IIª Guerra Mundial a tágua teve muita procura pelos países do hemisfério Norte, para a indústria de botões (a partir de então passou-se a utilizar o plástico). Actualmente, é utilizada na manufactura de objectos de artesanato (como bijuteria, jogos, peças escultóricas, objectos de decoração, etc.)
Os indígenas do Equador trabalham a tágua em pequenas indústrias familiares e cooperativas de artesanato (sendo conhecidos pelo trabalho detalhado com que reproduzem a fauna do equador).
Rattan
Segunda, 09 Fevereiro 2009 10:43
Rattan é a designação de cerca de seiscentas variedades de plantas trepadeiras do género Calameae. Desenvolvem-se nas florestas tropicais e sub-tropicais da Ásia, Australásia e África. Pertencem à família das palmeiras. Chegam a atingir mais de 185 metros;Rattan tem grande flexibilidade, é leve e resistente, produz uma resina conhecida como "sangue de dragão".
A partir do tronco, as fibras são desmembradas e utilizadas para fabricar cestaria, instrumentos musicais, utensílios de artes marciais, entre outros. As canas inteiras são utilizadas para estruturas de mobiliário, bengalas e até instrumentos de tortura. Os principais produtores e fornecedores de Rattan a nível mundial são a Indonésia, as Filipinas, o Sri Lanka, a Malásia e o Bangladesh.
Tratamento tradicional do Rattan:
- remoção da película superficial da cana
- secagem
- através de vapor de água e/ou métodos mecânicos, a fibra é trabalhada em várias fases, até se obter o objecto final
Rattan é um recurso valioso do ponto de vista ecológico e de sustentabilidade das florestas, pois desenvolve-se em florestas degradadas e em solos marginais. Cresce mais rapidamente do que muitas madeiras tropicais.
Rattan é fácil de trabalhar e de transportar; constitui um dos recursos florestais não à base de madeira mais importantes da Ásia, promovendo a subsistência de milhões de pessoas.
Ráfia
Segunda, 09 Fevereiro 2009 10:43
O termo genérico deriva do grego raphis (que significa agulha), referindo-se aos frutos pontiagudos desta planta. O termo específico alude à farinha que se retira do talo e que é utilizada na alimentação. A verdadeira ráfia é retirada das folhas da palmeira de ráfia (Raphia Farinifera ou Raphia Ruffia), típica de Madagáscar.As folhas utilizam-se para a produção da ráfia, uma fibra amplamente utilizada, principalmente na floricultura e na horticultura, mas também para variados trabalhos artesanais (cestos, esteiras, chapéus).
As folhas mais pequenas, muito flexíveis, utilizam-se como substitutas do bambú na construção de casas e móveis de vários tipos.
Da medula do talo extrai-se o sago, uma farinha alimentar. Por último, os segmentos mais cerrados contém algumas ceras usadas pelas populações locais para pavimentar e dar lustro aos sapatos.
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